quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

O Beijo

Pra sempre
Contudo,
Um tanto inconsequente
Esse primeiro encontro

Sem hora
No ponto
Acabei de vê-la agora
Conto que demora

Uma vida
Um abraço
Ato que envelopa
O futuro do seu beijo

Sorrisos
Conversas
Sorrisos
Aperto

Por onde você passa
Lembro do desejo
Memória que aprimora
A saudade que permeio

Pra sempre
Contudo,
Um tanto inconsequente
O destino que procuro

Sem hora
O Beijo
Acabei de vê-la agora
Beijo que demora

Tudo que mais almejo

sábado, 19 de dezembro de 2015

Regresso

Folhas em branco
Tinta seca
Sorriso sem expressão
Pois disse não escrever
Mais uma canção

Por ora acabado
Por vezes maduro
Para sempre louvado
Regresso montado
Num texto seguro

Hora de abrir as malas
E recolher meus receios
Deixar nada de lado
Ser, de fato, herdeiro do meu passado
E conquistar tudo o que mais desejo

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Laura

Por um único instante
As folhas não caíram
Os ventos se extinguiram
E o meu coração parou

Que segundo angustiante

Será que o meu estado
Entorpecido/embriagado
Fizera daquele momento
Sentimento que a veria voltar?

Certeza que a veria voltar
Dessa vez, a me encontrar

Os olhos de Laura
Irão me enxergar

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Trovadorismo

O ato de trovar

Escrever sobre amores
De outros
Por outros

Profanar seu próprio sentimento

Escrever sobre o tormento
De poucos
Dos poucos

Que pensam em se apaixonar
Que pensam em se entregar
Com as palavras de um escritor

Que sisma em se apaixonar
Que sisma em se entregar
A uma história sem narrador
(Sem o seu próprio e cobiçado amor)

Glória ao trovador

Segredos de Pandora

A famosa caixa possui uma nova versão
Escura
Incerta

Guarda consigo algo improvável
Algo sincero
Que o tempo decora
E a tristeza acoberta

Suave vento envolto a Pandora
Frio
Incrédulo

Espanta o calor de um amor mais que certo
Amor que venero
Outrora, vazio
Agora, secreto

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Vitae

Estava a toa na vida
Fui descobrir o amor
Agora estou a pagar
Com muito orgulho e louvor

Versos de imenso carinho
Um beijo assim de calor
E o que posso fazer
Agradecendo, estou 

E se a saudade apertar
Escrevo mais sem pavor

Porque se eu me encontrei
Antes, achei meu amor!

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Saudações

Oi!
Não estou fazendo nada, vish!
Queria até dizer agora
Saudade no meu peito me matando
Choro dia e noite e ainda estou brincando

Ei!
Eu já te dei bom dia, sim
Saudade não tem hora própria
Conto os minutos da sua volta
Escrevo dia e noite e ainda verso prosa

Olá!
Eu quero te saudar aí
Saudade do saudar de outrora
Um beijo, um abraço e um até logo
Sabendo que amanhã é o dia da sua volta

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Labirinto 123

Encontrei-me sorrindo
De um amor resistível

Me perdi, pera aí
Isso é um labirinto

Portas virem portais
Pra eu achar Um bendito

Please, São Benedito
Sala Um, acredito

Encontrei-me sorrindo
De um amor irresistível

Me perdi, pera aí
Isso é um labirinto

Portas virem portais
Pra eu achar o bendito

Please, São Benedito
Sala Dois, acredito

Encontrei-me sorrindo
Do meu amor irresistível

Me perdi, pera aí
Isso é o labirinto

Portas virem portais
Pra eu achar o bendito

Please, São Benedito
Sala Três, acredito

Encontrou-me sorrindo

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Oslo

Não é simples assim
Não é Oslo, paixão
Se é certo, pois, sim
Ora, pois, negação

Num piscar, jaz aqui
Tristeza e escuridão
Se é pra vê-la sorrir
Escrevo essa canção

Estou bem, estou sim
Só que assim, muito não
Frágil, chato, enfim

Seu poeta diz "Sim!"
Sempre lembre de mim
Eterna e linda paixão

[INFORMATIVO - Novos textos]

Olá!

Depois de muito tempo, sinto-me motivado a retomar esse projeto pessoal que é o blog Imparidade. Por aqui, poderei exprimir minha inquietude e ansiedade. Fuja da realidade e acompanhe a nova fase desse espaço cultural.

sábado, 17 de dezembro de 2011

Selecionados

Coleção rolante
De pedras e amores
De versos e estrofes
Puramente espontâneas

Ah, se ela soubesse
Como sou tão curioso...
Observo-a desde o inverno

Talvez, saberia bem que às vezes
Perco noites e canetas
Escrevendo com esmero

A coleção bem intrigante
Dos poemas mais marcantes,
Das palavras mais constantes,
De um amor que não tem término

terça-feira, 12 de julho de 2011

Fortaleza Estelar


Formada pelo passado
Reluzente ao interior
Da grandeza de uma fortaleza
Meu refúgio consagrador

Conforta meu corpo
Conforta minha mente
Com raios velozes
Com luzes crescentes

Tempo,
Amigo ingrato,
Por que escapa sem constrangimentos?

Estrelas,
Passado instaurado,
Beleza intocável do céu em sentimentos

sábado, 23 de abril de 2011

A minha Páscoa


Já é domingo de Páscoa
E Cristo ressuscitou
Salvando a vida de muitos
Esquecera do meu avô

O meu velhinho é demais
Melhor que o criador
De longe, imagem sagrada
Pra mim, foi o salvador

Giuseppe, coisa mais rara
Pra mim, foi o salvador

Vai com Giuseppe, oh Deus
A Páscoa é do meu avô.

sábado, 9 de abril de 2011

Figurinhas


Figuras autoadesivas
São juntas, sem hífen
Que a Língua informe

O Amor de crianças;
De histórias
Que deixam lambanças...

Chata,
Mais chata,
Amor da minha vida,

Quero mais figurinhas
Para um álbum completo
De sonhos e conquistas...

Eu te amo de verdade
Contudo, sempre estabanada
Agora, minha namorada

quinta-feira, 31 de março de 2011

Fortuna


Riqueza incompleta
Orgulho dourado
Fortuna que possa
Pagar um trocado

Trocado que seja
Tampouco acabado
Fortuna que passa
Orgulho arranhado

A sorte de hoje
É amar intrigado
Fortuna da vida
Estar ao teu lado

Pergunta pra mim
Por que ficas assim?
Intriga-me sempre
Apaixona-me, enfim

sábado, 26 de março de 2011

Os Meus Sete Mares

Suave rascunho
Uma folha
Um lápis
Um conjunto

De idéias
E tragédias
E sonhos
E mares

São sete naquele mundo
Aqui dentro, são tantos
Lá é definido, quantificado
Cá é mais bonito, interminável

Azul
Branco
Preto
Vermelho

O meus mares tem mais cores
Digo mais, tem mais amores
Talvez até tenham palmeiras
Onde canta o sabiá

Como autor
Não tenho medo
De escrever
E velejar

sábado, 25 de dezembro de 2010

Silvia

Silvia,
Diante daquele nome
Ah, que triste nome!
Não concebo nem um bom dia

Pobre moça...
Eu sou pobre mas sou Pedro
Distinta estirpe
Alcunha de rei

Nem mesmo rica
Ficarei com a bonita Silvia

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Santuário

Não escuto vozes
Apenas uma
Nada além da sua

Não é um sopro
São só palavras
E o seu sussuro
É de aceitação

Nada de espanto,
Capas e mentiras...
Nada se esconde
Da sua mente
E, em si, da gente

Não tenha medo
Religião

domingo, 18 de julho de 2010

Em pleno inverno


Com esse tempo, em pleno inverno,
Quero vestir o seu abraço.

Singelo abraço inigualável,
Gostoso aperto energizado,
Só ele aquece o meu coração.

domingo, 16 de maio de 2010

Outro Lado


Suprimir um peito
Com um ato de desleixo
Parece findo a certo ponto

Diante ao ato homérico
De Amizade, estar por perto,
Sentir-se-ia no mesmo conto

Triste e enclausurada.
Será que a minha rosa rara
Não percebe que quero sonho?

Sem me preocupar, sem brigar,
Sem me entristecer, sem chorar,
Quero ser feliz e contigo estar.