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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Trovadorismo

O ato de trovar

Escrever sobre amores
De outros
Por outros

Profanar seu próprio sentimento

Escrever sobre o tormento
De poucos
Dos poucos

Que pensam em se apaixonar
Que pensam em se entregar
Com as palavras de um escritor

Que sisma em se apaixonar
Que sisma em se entregar
A uma história sem narrador
(Sem o seu próprio e cobiçado amor)

Glória ao trovador

sábado, 26 de março de 2011

Os Meus Sete Mares

Suave rascunho
Uma folha
Um lápis
Um conjunto

De idéias
E tragédias
E sonhos
E mares

São sete naquele mundo
Aqui dentro, são tantos
Lá é definido, quantificado
Cá é mais bonito, interminável

Azul
Branco
Preto
Vermelho

O meus mares tem mais cores
Digo mais, tem mais amores
Talvez até tenham palmeiras
Onde canta o sabiá

Como autor
Não tenho medo
De escrever
E velejar

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Santuário

Não escuto vozes
Apenas uma
Nada além da sua

Não é um sopro
São só palavras
E o seu sussuro
É de aceitação

Nada de espanto,
Capas e mentiras...
Nada se esconde
Da sua mente
E, em si, da gente

Não tenha medo
Religião

sábado, 1 de maio de 2010

Deus das Nuvens


Ando tão alto
Que pareço enxergar
Acima de prédios e torres

Tomar cuidado?
Tranqüilize-se.
O meu pisar é bem leve
O meu chover é moderado

Controlo a Terra
Gota a gota.

Nos vãos de luzes
Enxergo o seu rosto

E a noite cai
E a Lua está perto
Estrela cadente

Desejo sair do céu
Estar além da sua mente
Ver o Sol.

Deixa trovejar
Nascer furacões

Desejo ser mortal.
Conhecer o amor
Ao tocar seu coração.

sábado, 17 de abril de 2010

Bons Velhinhos


O seu rosto não mais se alinha
Sequer me importo,
Minha rainha.

A minha boca ainda a deseja
Encoste a sua à minha
Vem, me proteja!

O seu sorriso é tão constante
O seu sorriso não é de hoje,
Vem mais de antes!

E a felicidade que nos conduza
Até a morte, meu velhinho.
Minha eterna musa.

Até o meu corpo está sem vigor
Me abrace de levinho,
Nem sinto dor.

E esse casal está tão crescido!
Minha velhinha,
Já está escrito.

E o nosso livro, pra que escrevê-lo?
Ainda viveremos muito
Eles sabem o roteiro.

terça-feira, 9 de março de 2010

Hipnose


Observe o relógio,
O balançar do relógio.

Para um lado e para o outro
Com uma angulação tão similar.

Perceba agora os ponteiros,
O pequeno e o grande,
O grande e o pequeno,
Por hora, na hora, um minuto e um tempo,

Fechando... Abrindo...
O relógio no vento.

Abrindo... Fechando...
O tormento está dentro.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Juliana


Inicia-se a trama.
Forjai o primeiro fruto
Pois estás louco a apreciá-lo.

Adentre aos meus braços,
Conheça o bem e o mal.

Sinta o pudor,
Vergonha do meu corpo.
Sinta o calor,
Desonra ao criador...
(Fascínio a Juliana.)

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Precipitado


Precipício
Premeditado
Prejulgativo
Precipitado

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Atenção


Este aviso é de suma importância.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Soberba


Sonoro, eu te amo.
Sonora canção.
Sabida certeza,
Singela emoção.

Soa a nota mais nobre.
Sai a música
Sobre os versos mais ternos.

Sente a letra mais simples.
Só a escrita
Somada aos timbres eternos.

Somente esse canto,
Sussurra ação.
Sonora cantiga,
Soberbo, coração.

domingo, 22 de novembro de 2009

Colo de Filha


Tranformada de criança a menina
De mulher a mais distinta
Mãe de nossas vidas!

O mundo hedonista não entende
Como pode uma mãe gastar tanto tempo assim
Criando, educando, ensinando escrever a mim
A palavra mais terna, simples e de um amor sem fim:
Filha.

Por mais que eu brigue,
Grite, faça coisas fora do meu entendimento.
Espero que você releve minha falta de sabedoria,
Pois tudo que falo e sinto... Vem aqui de dentro!
Pois tudo que sou é mulher, criança, menina, filha:
Mãe.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Barulho Essencial


A inquietude me domina.
Conversas vazias me pertubam.

Amanhã é um novo dia!
Quem me dera, gostaria
De viver uma vida pouco estressante.

Se com silêncio eu não vivo,
Na gritaria, um instante.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Lívia


Se eu fosse você,
Já saberia.
Se eu fosse você,
Perceberia.

Quando é engraçada...
- Engraçadinha!
Um caso do acaso...
- Só a Livinha!

E agora eu percebo...
- Namoradinha!
Se eu fosse você,
Já gostaria.

E agora eu já gosto...
- Pentelhinha!
Se eu fosse você,
Eu nem veria.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Presságio (I)


Quando você gosta pra valer,
Tudo leva a crer,
Que ela gosta de você.

Talvez, eu demore a entender.
Eu não quero esquecer
E vou vivendo sem poder.

Vou me expor pra quê?
Se tudo isso me consome,
A verdade é não saber.

Logo, logo, vou beber!
Vou te ver, não sei porquê.
Logo, logo, vou viver

Triste, ausente e sem prazer.
Logo, logo, vou entender.
O fim da história... nem quero ver!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Acaso


Confesse o seu caso
Bem casado,
Casadinho!
Caso não é casinho...
Casado mesmo?
Caso sério!
Casadinho...
Caso seja mesmo,
Caso do acaso,
Casalzinho.

sábado, 20 de dezembro de 2008

Jóia Inquieta


Uma jóia bem quietinha,
Pintada de ouro,
Num formato bem distinto,
Surgiu no meio do meu caminho.

Pintada de ouro,
Uma jóia bem quietinha,
Num formato bem distinto,
Surgiu no meio do meu caminho.

Pintada de ouro,
Num formato bem distinto,
Uma jóia bem quietinha,
Surgiu no meio do meu caminho.

Pintada de ouro,
Num formato bem distinto,
Surgiu no meio do meu caminho,
Uma jóia bem quietinha.

Uma jóia bem quietinha,
Uma jóia bem quietinha.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Dueto


Renato cantava
Limpo e sereno
Sossegado e com sentimento
E acompanhado pelo frio vento.

Renata cantava
Limpa e serena
Sossegada e com sentimento
E acompanhada pelo frio vento.

domingo, 17 de agosto de 2008

A Vida de Poeta


A vida de poeta é ritmada.
Para escrever saudade, reverencio Buarque
Lava os olhos meus!

A vida de poeta é velharia.
Para escrever romance, reverencio o Último
Pra te acompanhar!

A vida de poeta é engenharia.
Para escrever morte e vida, reverencio Neto
Triste alma severina!

A vida de poeta é açucarada.
Para escrever com doçura, reverencio Couto
Espalho os meus lápis de cor!

A vida de poeta é única.
Para escrever nostalgia, reverencio o Poeta
Encerrando a poesia!

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Mundo à Carioca


O mundo está feio.
No caderno MUNDO,
Um desespero!

O Brasil está em um inquieto alvoroço.
Nas páginas de ECONOMIA,
Um destempero atrás do outro!

O Rio de Janeiro está agitado demais.
Nas linhas da CIDADE,
Um susto a mais!

O carioca está tranqüilo.
No PROSA E VERSO,
Um livro - Biografia do Rio.