quarta-feira, 3 de setembro de 2008
Ilusão
Estou orgulhoso de você.
Pra que se render, buscar ou enaltecer?
Iludido. Ilusória!
Presa de hipocrisia, contraditória.
Pura falta de oratória.
Quero muito, quero tanto?
Talvez, um mero soluçar; portanto.
sábado, 30 de agosto de 2008
Carpe Diem
Essa disputa de importâncias
Vale nada!
Se eu fosse importante,
Importava?
Vou dar um pulinho em Pasárgada.
Aquilo lá que é terra boa,
Coisa rara!
Nesse mundo do faz tudo,
Faço nada!
Não dá tempo pra sentir,
Importava?
E minha Marília passa.
sábado, 23 de agosto de 2008
sexta-feira, 22 de agosto de 2008
Terra do Nunca
Agora sim!
Triste homem que acompanha um sorriso sem fim.
Na Terra do Nunca, a alegria é ilusória.
O comportamento é calculado.
De forma errônea, matematicamente aplicado
Na inequação de um sentimento, que persiste resultar em um:
Agora sim!
Triste homem que acompanha um sorriso sem fim.
Ainda me lembro do dia em que fui tragado para a Terra do Nunca.
Avistei a segunda estrela... Por que levitei à direita?
A incondicionalidade cega da mãe natureza coincide,
Com pezar, na inequação que persiste em maltratar.
E o inteligente homem enxerga o mais tardar:
Agora sim!
Triste homem que acompanha um sorriso sem fim.
domingo, 17 de agosto de 2008
A Vida de Poeta
A vida de poeta é ritmada.
Para escrever saudade, reverencio Buarque
Lava os olhos meus!
A vida de poeta é velharia.
Para escrever romance, reverencio o Último
Pra te acompanhar!
A vida de poeta é engenharia.
Para escrever morte e vida, reverencio Neto
Triste alma severina!
A vida de poeta é açucarada.
Para escrever com doçura, reverencio Couto
Espalho os meus lápis de cor!
A vida de poeta é única.
Para escrever nostalgia, reverencio o Poeta
Encerrando a poesia!
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Mundo à Carioca
O mundo está feio.
No caderno MUNDO,
Um desespero!
O Brasil está em um inquieto alvoroço.
Nas páginas de ECONOMIA,
Um destempero atrás do outro!
O Rio de Janeiro está agitado demais.
Nas linhas da CIDADE,
Um susto a mais!
O carioca está tranqüilo.
No PROSA E VERSO,
Um livro - Biografia do Rio.
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quarta-feira, 13 de agosto de 2008
O Futuro de Mariana
Mariana não agüentava seus pais.
Fizera amizades tão especiais,
Que não queria, de fato, deixá-las pra trás.
Mariana é refém da incerteza.
Um esforço tão árduo para uma ínfima chance.
Largar a certeza é arriscar em um futuro importante.
A amizade é o berço da lealdade.
- Nunca sentir-se-á sozinha!
E lá foi Mariana para Lisboa.
Quem dera ela soubesse... Continua minha amiga e médica.
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