terça-feira, 21 de outubro de 2008

Questionando o Amor


Que tal encarar um sentimento verdadeiro?

Ódio do medo de encarar um amor verdadeiro...
Aquele amor bem traiçoeiro,
Sorrateiro e estrangeiro,
Com sotaque veraneio, simples e passageiro,
Um amor árcade, contemporâneo e bem maneiro
Desse autor que finge escrever bonito, mas que no fundo
Quer escrever sempre desse jeito. Com você, o tempo inteiro.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Sonho Pretérito


Tanta bobagem...
Bobeira! Besteira!
Que tal uma moça festeira?

Que nada, estou fora!
Quero uma garota recatada,
Comportada, sossegada.

Ah, pura lorota!
Por que você persiste,
Invoca, reclama da garota que namora?

Justamente. Ela é recatada,
Comportada, sossegada...
Tudo o que, um dia, sonhava.
Exato, sonhava.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Ilusão


Estou orgulhoso de você.
Pra que se render, buscar ou enaltecer?

Iludido. Ilusória!
Presa de hipocrisia, contraditória.
Pura falta de oratória.

Quero muito, quero tanto?
Talvez, um mero soluçar; portanto.

sábado, 30 de agosto de 2008

Carpe Diem


Essa disputa de importâncias
Vale nada!


Se eu fosse importante,
Importava?


Vou dar um pulinho em Pasárgada.
Aquilo lá que é terra boa,
Coisa rara!

Nesse mundo do faz tudo,
Faço nada!

Não dá tempo pra sentir,
Importava?

E minha Marília passa.

sábado, 23 de agosto de 2008

Enfim, Gisele


Gisele, hostil.
Uma vez sendo Gisele,
Percebo Gisele, gentil.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Terra do Nunca


Agora sim!

Triste homem que acompanha um sorriso sem fim.

Na Terra do Nunca, a alegria é ilusória.
O comportamento é calculado.
De forma errônea, matematicamente aplicado
Na inequação de um sentimento, que persiste resultar em um:
Agora sim!

Triste homem que acompanha um sorriso sem fim.

Ainda me lembro do dia em que fui tragado para a Terra do Nunca.
Avistei a segunda estrela... Por que levitei à direita?

A incondicionalidade cega da mãe natureza coincide,
Com pezar, na inequação que persiste em maltratar.
E o inteligente homem enxerga o mais tardar:
Agora sim!

Triste homem que acompanha um sorriso sem fim.

domingo, 17 de agosto de 2008

A Vida de Poeta


A vida de poeta é ritmada.
Para escrever saudade, reverencio Buarque
Lava os olhos meus!

A vida de poeta é velharia.
Para escrever romance, reverencio o Último
Pra te acompanhar!

A vida de poeta é engenharia.
Para escrever morte e vida, reverencio Neto
Triste alma severina!

A vida de poeta é açucarada.
Para escrever com doçura, reverencio Couto
Espalho os meus lápis de cor!

A vida de poeta é única.
Para escrever nostalgia, reverencio o Poeta
Encerrando a poesia!