terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Enigma Conjugal


João e Lúcia e Carlos de bandeija.
Crime pontual. Perfeito.
Descubra o assassino, o tal do sujeito.

Eu sou suspeito
Pobre homem, o marido, mas muito ligeiro
Com a faca da Lúcia
Morreu por inteiro.

Se atenha apenas ao que possa ver.
Passe batido ou você vai morrer.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O Futuro de Davi


Briguei com o mundo.
Até pode ser.

Briguei com você.
Não tenho porquê.
Só tenho a perder!

Briguei por você.
Só por você!
De hoje em diante,
Assim deve ser!

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

O Conselho


Roma, minha querida,
Escolha um rei a sua altura.

Vislumbre mais um nobre
Que esquece o mundo pobre.
Cheio de pompa e licenciatura:
Imperador, filho da luta.

Não embarque no destino
Traçado pelo Conselho de vermelho.
Na história, sangüináreos.
Na sua vida, um bloqueio.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Soberba


Sonoro, eu te amo.
Sonora canção.
Sabida certeza,
Singela emoção.

Soa a nota mais nobre.
Sai a música
Sobre os versos mais ternos.

Sente a letra mais simples.
Só a escrita
Somada aos timbres eternos.

Somente esse canto,
Sussurra ação.
Sonora cantiga,
Soberbo, coração.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Côrte


Enclausurado, criador do Céu e da Terra,
Imaginaste ser preso por tal deusa? Hera.

Cantai alegremente
Um choro bem em vão.

Lavai sucintamente
Um canto sem perdão.

Invocai em desrespeito,
Um grito de desespero.

Minh'alma já não responde
Ao teu cortejo por inteiro.

domingo, 22 de novembro de 2009

Colo de Filha


Tranformada de criança a menina
De mulher a mais distinta
Mãe de nossas vidas!

O mundo hedonista não entende
Como pode uma mãe gastar tanto tempo assim
Criando, educando, ensinando escrever a mim
A palavra mais terna, simples e de um amor sem fim:
Filha.

Por mais que eu brigue,
Grite, faça coisas fora do meu entendimento.
Espero que você releve minha falta de sabedoria,
Pois tudo que falo e sinto... Vem aqui de dentro!
Pois tudo que sou é mulher, criança, menina, filha:
Mãe.

domingo, 15 de novembro de 2009

Carolina


Essa rúbia é dourada!
Não é esmeralda.
Não é diamante.

Todavia, é valorosa,
Muito dedicada
E um tanto delirante.

Sobretudo, cristalina.
Sempre envolto em desesperos,
Ela é brisa.

Mais que tudo, companheira.
Escuta e fala
E fala e não para

No fundo, ela é dourada!
Uma rúbia encantada.
A morena mais bela.

Preocupada e apaixonante.
Estuda e se esforça
E ajuda porque gosta

De encarar compromissos.
Representa o mundo,
É a mais querida!

Cidadã longínqua,
De uma terra distante.
Eis a rúbia dourada.

Argumenta a minha vida,
A mais chata de todas!
Turrona, amada.

Conselheira e bem família.
A base de tudo
É a rúbia encantada!

Meio briguenta. Sempre sorrindo.
Causa e fala
E fala e não para
Não entendo uma palavra!

Só sei que é a minha amiga.
Acho que é isso,

Carolina.