sábado, 25 de dezembro de 2010

Silvia

Silvia,
Diante daquele nome
Ah, que triste nome!
Não concebo nem um bom dia

Pobre moça...
Eu sou pobre mas sou Pedro
Distinta estirpe
Alcunha de rei

Nem mesmo rica
Ficarei com a bonita Silvia

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Santuário

Não escuto vozes
Apenas uma
Nada além da sua

Não é um sopro
São só palavras
E o seu sussuro
É de aceitação

Nada de espanto,
Capas e mentiras...
Nada se esconde
Da sua mente
E, em si, da gente

Não tenha medo
Religião

domingo, 18 de julho de 2010

Em pleno inverno


Com esse tempo, em pleno inverno,
Quero vestir o seu abraço.

Singelo abraço inigualável,
Gostoso aperto energizado,
Só ele aquece o meu coração.

domingo, 16 de maio de 2010

Outro Lado


Suprimir um peito
Com um ato de desleixo
Parece findo a certo ponto

Diante ao ato homérico
De Amizade, estar por perto,
Sentir-se-ia no mesmo conto

Triste e enclausurada.
Será que a minha rosa rara
Não percebe que quero sonho?

Sem me preocupar, sem brigar,
Sem me entristecer, sem chorar,
Quero ser feliz e contigo estar.

sábado, 1 de maio de 2010

Deus das Nuvens


Ando tão alto
Que pareço enxergar
Acima de prédios e torres

Tomar cuidado?
Tranqüilize-se.
O meu pisar é bem leve
O meu chover é moderado

Controlo a Terra
Gota a gota.

Nos vãos de luzes
Enxergo o seu rosto

E a noite cai
E a Lua está perto
Estrela cadente

Desejo sair do céu
Estar além da sua mente
Ver o Sol.

Deixa trovejar
Nascer furacões

Desejo ser mortal.
Conhecer o amor
Ao tocar seu coração.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Forró a dois


Conceda-me essa dança
Cola comigo com jeitinho
Bem juntinho

Envolvirei você com os meus simples e fáceis modos de bailar
(E vou) Me apaixonar!

Soa o triângulo
Dançaremos certo e com denguinho
Engraçadinho

Quero ter você por essa noite, hoje e sempre, só a dois
Forrozear!

Encosta nesse lado
Vire o pescoço e o seu cheirinho
Exclusivinho

Eu a conduzirei nesse forró como pudesse viajar
(E o seu perfume) A me enebriar!

Toca o sanfoneiro
Passos todos sincronizadinhos
Bonitinhos

Esqueça todo o tempo, seguro que todo ele vai passar
Em um piscar!

Só que esse forró
Envolve sempre muita sintonia
Covardia...

Rosto um no outro, bocas perto, como vou me segurar?
(Não tem porquê né) Vou te beijar!

Curte esse momento
Encosta no meu peito, felizinha
Grudadinha

Levarei você desse jeito até o dia clarear...
Quero logo te amar!

sábado, 17 de abril de 2010

Bons Velhinhos


O seu rosto não mais se alinha
Sequer me importo,
Minha rainha.

A minha boca ainda a deseja
Encoste a sua à minha
Vem, me proteja!

O seu sorriso é tão constante
O seu sorriso não é de hoje,
Vem mais de antes!

E a felicidade que nos conduza
Até a morte, meu velhinho.
Minha eterna musa.

Até o meu corpo está sem vigor
Me abrace de levinho,
Nem sinto dor.

E esse casal está tão crescido!
Minha velhinha,
Já está escrito.

E o nosso livro, pra que escrevê-lo?
Ainda viveremos muito
Eles sabem o roteiro.