domingo, 1 de novembro de 2009
Sobrenatural
Um veneno de cobra
Um tormento bem lento.
Eu amo e não sei
Mas eu sinto por dentro.
Eu falo ou não falo.
Espanto-me ou aceito
Um amor inovado,
Com risos bem largos,
Que vem me prendendo?
Jogo pro tempo,
Sábio e astuto,
Rápido e justo,
O meu sentimento.
sábado, 17 de outubro de 2009
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Londrinas e Baraúnas
Um beijo com gostinho.
Uma pizza requentada.
Um filme despercebido.
Um "eu te amo" bem colocado.
Um fio de cabelo
Dourado e brilhante,
Um exagero!
Bonita de corpo inteiro!
Mas a distância criminosa
Que separa Londrinas de Baraúnas
Impuzera o fim de nossa história
Muito louca e vexatória!
Uma história tão simples e inesquecível.
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Barulho Essencial
A inquietude me domina.
Conversas vazias me pertubam.
Amanhã é um novo dia!
Quem me dera, gostaria
De viver uma vida pouco estressante.
Se com silêncio eu não vivo,
Na gritaria, um instante.
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Cálice Divino
Sempre penso no que tenho
Nunca vejo o que acontece
Sou um colar em ouro branco.
Você, um pesadelo intermitente!
Talvez não seja por gostar,
Talvez não seja por beijar,
Talvez não seja pra brigar,
Talvez eu queira te ligar
Por mais que eu queira me livrar.
Tomara eu, vou desligar!
A carta rosa que mandara
Foi para o cálice divino
Quem sabe um dia eu a veja.
Quem sabe um dia, no infinito.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
O Leitor
O inimigo, sou eu.
Por que não você?
Se atenha somente ao que possa ver.
Que tal uma faca,
Meu nobre João.
Talvez uma espada,
Leandro e a escrita.
Uma faca e uma espada,
Rodrigo se agita!
E a morte acontece.
E o sangue padece.
No escuro, sussura,
Sussura João.
Sussura, sussurra,
Com a faca na mão.
sábado, 1 de agosto de 2009
O Ingresso
Com a botina e a bota
E na viola, a palheta.
Chorando em todas as cordas.
O grave é bom! É porreta!
Um sertanejo tão sério
Nunca foi bom peão.
Sem Maria Bonita,
Vive na escuridão.
Eu choro mesmo, meu filho!
Sou cabra forte, meu irmão!
Sou sertanejo do Norte
Com mel, cachaça e limão!
E se a sanfona está triste.
O sanfoneiro é sem tom.
Minha pegada é firme.
Um som daqueles! Trem bom!
Minha viola sozinha
Já dá um caldo grosseiro.
Sol Menor, Sol Maior.
Um Sol direito com jeito.
E se na fome, eu surgí.
Na esbórnia, curtí.
Mesmo assim, eu vencí.
E logo alí, eu pensei:
Nessa peleja da vida,
Na faculdade, ingressei.
Chorando em todas as cordas.
Mais uma vez, eu chorei!
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